quarta-feira, 2 de julho de 2008
espelhos
Como seria uma vida sem espelhos? Sem registros de nossa própria aparência? Sem imagens desenhos ou fotografias de nós mesmo? Sem que soubéssemos o contorno do nosso perfil, a proporção da boca diante das sobrancelhas e nariz? O comprimento das orelhas, a coloração dos olhos? Veríamos todo o mundo, mas não nos veríamos. O que seríamos, sem nos vermos? Ou, pelo contrário: como seria uma vida cheia de espelhos? Se só pudésssemos ver nossa face em todas as outras faces? Muitos e muitos registros de nós, da nossa expressão? Tudo que olhásssemos seria mudado por nosso modo de ver a vida, pelo jeito de falarmos, pelo jeito de ouvirmos? Não veríamos o mundo, apenas a nós mesmos. O que seríamos, só nos enxergando e mais nada? (...) Quem somos nós, afinal? (revista Vida Simples, junho de 2007)
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